segunda-feira, 30 de março de 2015

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella...



Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse
ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em
relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê
certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos,
somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia
na vida da gente. É quando um vizinho estaciona o carro
muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga
do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente
entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da
sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o
que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados,
impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom
exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor,
e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito
parecida com a de seus amigos, mas não entende por que
eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá
errado para eles? Dá aos montes.
Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez
ou outra, não faz a menor diferença. O que não falta
neste mundo é gente que se acha o último biscoito do
pacote. Que “audácia” contrariá-los! São aqueles que
nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o
pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente.
O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por
ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do
caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a
maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos
assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail,
um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça, para ser sincero.
Vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo
o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda
mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações
irritantes e gente idem, pilhas de pessoas que vão
atrasar meu dia. Então eu uso a “porta do lado” e vou
tratar do que é importante de fato. Eis a chave do
mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom
humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na
vida dos outros dá errado.

Deixe a raiva passar

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convida-la para brincar.
Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manha. Julia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.
Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo?
Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:
– Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?
Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.
Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois e, minha filha! Com a raiva e a mesma coisa.
Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão.
Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
– Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atras da gente?
Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim.
Não foi minha culpa.
Não tem problema, disse Mariana, minha raiva ja secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar historia do vestido novo que havia sujado de barro.

Você enfrenta os problemas um a um

Quando a pessoa ganhadora comete um erro, diz: “Me equivoquei”, e aprende a lição.
Quando uma pessoa perdedora comete um erro, diz: “Não foi minha culpa”, e culpa os outros.
Uma pessoa ganhadora sabe que a adversidade é o melhor dos professores.
Uma pessoa perdedora se sente vítima ante a adversidade.
Uma pessoa ganhadora sabe que o resultado das coisas depende dele.
Uma pessoa perdedora crê que a má sorte existe.
Uma pessoa ganhadora trabalha muito forte e gera mais tempo para si mesmo.
Uma pessoa perdedora está sempre “muito ocupada” e não tem tempo nem para os seus.
Uma pessoa ganhadora enfrenta os problemas um a um.
Uma pessoa perdedora dá voltas e nem sequer se atreve a tentar.
Uma pessoa ganhadora se compromete, dá sua palavra e a cumpre.

Reagimos de maneira impulsiva




Pequena análise do comportamento humano nos permite perceber o quanto somos capazes de muito reagir e de pouco agir.
Basta uma pequena rusga no trânsito, alguém que altere a voz em uma discussão, e a reação acontece.
Ou ainda, que alguém nos trate rispidamente, ou que falte com a polidez para conosco para que desencadeie uma imediata reação em nós.
Reagimos de maneira impulsiva, algumas vezes, até violenta, e, consequentemente, impensada.
Reagimos, de súbito, para logo mais percebermos que poderíamos ter agido diferente.
Qual animal ferido ou acuado, reagimos para nos defender, sem analisar, refletir ou pensar.
Assim se dá porque vinculados a comportamentos ancestrais, trazemos o ímpeto de reagir, por impulso, por instinto, sem raciocinar.
E, somente depois, a razão nos convida a avaliarmos as consequências do que foi dito, ou a maneira como nos comportamos.
Por outro lado, somos sempre vítimas de nossas reações, enquanto a ação nos permite tomar a atitude que escolhemos, o procedimento que achamos mais adequado.
Se a reação é instintiva, a ação é racional e reflexiva.

Cabe a cada um de nós perceber a riqueza de oportunidades



Caminhar pela existência terrena é encontrar dificuldades, atribulações, dias difíceis e tentadores.
Tal como a escola sem desafios e feita somente de diversão e recreio perderia seu propósito, também a vida perderia sua proposta de aprendizado e crescimento se assim não fosse.
Essas situações se constituem, ao mesmo tempo, em desafios existenciais e convites ao aprendizado.
Cabe a cada um de nós perceber a riqueza de oportunidades que a vida nos oferece, mesmo que, muitas vezes, sob o jugo das dificuldades ou das dores.
O parente difícil, arrogante ou desrespeitoso pode ser o fomentador de nosso desequilíbrio, o causador de tensões familiares e contendas intermináveis.
Ou podemos considerá-lo como o convite da vida para estendermos um pouco mais os limites de nossa paciência, ampliar nosso olhar de compreensão sobre suas limitações. Uma mesma situação, duas maneiras de ver.
A doença que nos chega repentina e avassaladora, redirecionando caminhos, limitando planos, pode ser vista como chamamento para a reflexão, para a modificação de valores e de postura perante a vida.
Da mesma forma, pode conduzir-nos à depressão, ao desânimo, à falência da fé.
A mesma ocorrência, caminhos distintos a serem tomados.
As dificuldades financeiras, a necessidade de esforço intenso para determinadas conquistas, os obstáculos frequentes para alcançar o que sonhamos pode ser um desestímulo, um convite ao abandono dos sonhos.
Porém, pode também se constituir em fonte de aprendizado e valorização das conquistas alcançadas.
Assim é feita nossa existência: de grandes e pequenos desafios. Simples atrapalhos e imensas dificuldades a enfrentar.
Cada um deles representa um convite que a vida nos faz.

Criticamos algumas ações, condenamos outras

Normalmente, nossas relações humanas são trocas emocionais, onde cada um oferece aquilo de que dispõe na sua intimidade.
Nenhum de nós pode oferecer aquilo que ainda não possui, o que caracteriza as nossas relações serem do tamanho de nosso mundo interior.
Algumas vezes, quando adultos, analisamos nossa relação com nossos pais e pensamos que eles podiam ter agido de forma diversa.
Criticamos algumas ações, condenamos outras, pensamos que eles poderiam ter acertado se tivessem agido dessa ou daquela forma.
Esquecemos, habitualmente, nessa nossa análise, de que podem não ter feito o que idealizamos, mas deram do seu melhor.
Ao lhes analisar a conduta, passados os anos, os avaliamos com os nossos valores, com as nossas capacidades.
Não raro, esse julgar se traduz em mágoa, quando não tristeza, porque desejávamos que eles tivessem sido mais compreensivos, mais esclarecidos, tivessem errado menos conosco.
Porém, não levamos em conta as condições, as capacidades e valores que eles dispunham à época.
Importante que tenhamos essa compreensão para que não fiquemos a alimentar mágoas, em vez de gratidão.
Da mesma forma, com nossos amigos. Tantas vezes, relações de amizade, cultivadas por longos anos e alimentadas pela afetividade, sofrem rupturas ou cisões definitivas frente a uma atitude que magoa.
Trocamos a possibilidade da convivência, das permutas emocionais agradáveis, que sempre existiram, permitindo que, nesse mesmo espaço, a mágoa se instale.
Esquecemos de que todos temos falhas e que, em alguns momentos, agimos de forma equivocada, sem pesar atitudes, intempestivamente.
Por isso, a compreensão se faz o remédio para curar a mágoa, para superar a divergência, para refazer laços saudáveis de amizade.
Algumas vezes, no ambiente de trabalho, colegas nos decepcionam, nos magoam com suas atitudes.
São pessoas de nossa relação diária, do convívio que as lides do trabalho nos impõem e que, em situações decisivas, tomam atitudes mesquinhas, egoístas.
Importante que pensemos o que os fizeram agir dessa forma, os valores que os dirigem.
Pode ser não sejam criaturas amadurecidas e que acreditam que a meta a alcançar é mais relevante do que o caminho que escolhem para trilhar.
Com tais conceitos, não medem consequências, deixando por onde passam a pobreza de seus ideais, e mesmo a vileza de seus sentimentos.
Para tais situações é imprescindível a compreensão de que essas pessoas têm como guias valores proporcionais à sua capacidade de ver o mundo.
Talvez não sejam merecedores da nossa confiança irrestrita. Entretanto, ao compreendermos suas limitações, entendendo que oferecem tão pouco, porque pouco dispõem em valores morais, não permitamos que a mágoa se instale em nós, perturbando-nos.
Em um momento ou outro, dessa ou daquela forma, é possível que também magoemos alguém.
Por tudo isso, a compreensão será sempre a melhor opção a transformar as nossas relações, sejam familiares, de amizade ou de simples coleguismo em possibilidades de crescimento e aprendizado.
Tenhamos isso em mente.
Fonte: Momento Espírita.

A vida é um eco!